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“O estúdio de pintura como um laboratório de ensino e aprendizagem em Artes Visuais”

Projeto de pesquisa

O projeto de pesquisa intitulado “O estúdio de pintura como um laboratório de ensino e aprendizagem em Artes Visuais”, sob coordenação geral da professora titular Dra. Jociele Lampert, ocorre desde 2027 e articula-se ao Programa Permanente de Extensão Estúdio de Pintura Apotheke, por meio de atividades que conectam a pesquisa às ações desenvolvidas junto ao Laboratório Experimental de Pintura da UDESC (LAPEP). As ações de investigação são ancoradas em referências teóricas e metodológicas sobre os estudos cromáticos e suas possibilidades pedagógicas, considerando o campo de atuação que abrange componentes curriculares da graduação e da pós-graduação. As atividades de extensão ocorrem em consonância com parcerias e com a comunidade, abrangendo relações entre departamentos, entre instituições e redes de cooperação internacional.

 

Ao longo dos anos, teses e dissertações no campo das Artes Visuais vêm colaborando para os estudos que envolvem processos pictóricos e suas interlocuções, evidenciando a pintura como um campo investigativo e um locus de saber docente e artístico. O ensino das Artes Visuais é a base para a formação de professores e artistas, assim como a pintura constitui uma dinâmica discursiva de conhecimento articulada por meio de ferramentas e processos poéticos.

 

O projeto de pesquisa vem recebendo financiamento de PAP/FAPESC, CAPES, PROMOP, PAEX/UDESC e CNPq, por meio de editais e chamadas internas e externas. Também organiza bolsas de extensão universitária e de iniciação científica, cujas atividades estão sob supervisão articulada com bolsistas de pós-graduação vinculados ao Grupo de Pesquisa Entre Paisagens (CNPq). Além disso, o projeto de pesquisa recebe, de forma colaborativa, propostas de pós-doutoramento e pesquisas no campo da inovação e do desenvolvimento tecnológico.

 

No campo da iniciação científica, nossos esforços estão voltados à construção de investigações sobre o uso de pigmentos articulados a tabelas e escalas cromáticas, com o objetivo de produzir conhecimento material e imaterial no que se refere à terra e à coleta de materiais diversos. As dissertações “Monotipia no campo expandido: reflexões sobre arte e arte/educação contemporânea” e “Sobre pintura e ateliê: reflexões da artista/professora”, dos artistas e professores Leandro Serpa e Silvia Carvalho, bem como o plano de trabalho intitulado “Natureza e matéria: um estudo das tintas naturais nas artes visuais”, em desenvolvimento pelo artista e professor Dr. Juliano Reis Siqueira (UEL), em parceria com a Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, em Portugal, têm adensado o campo do ensino, da pesquisa e da extensão.Essas iniciativas estão conectadas às atividades do Apotheke Internacional, em rede de cooperação com o projeto-piloto da FBAUL “Arte e Botânica no Espaço Atlântico: Plantas, Flores e Pigmentos como Estratégia de Investigação Artística”, coordenado pela professora, artista e investigadora Dra. Diana Costa (FBAUL). Em conjunto, essas ações contribuem para o desenvolvimento de pesquisas no campo da prática artística e pedagógica.

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O projeto de pesquisa da UDESC possui relacionado aos direitos autorais do autor, bem como registros no Comitê de Ética e autorização para o uso de imagens para fins de divulgação acadêmica. Essas ações consideram que o projeto está vinculado a uma universidade pública e tem como objetivo difundir o conhecimento de forma orgânica e sistematizada, por meio de pesquisas científicas. A investigação conta com duas bolsas de iniciação científica premiadas em anos distintos (2022 e 2024), em reconhecimento às pesquisas sobre pigmentos naturais e suas singularidades, bem como às possibilidades de uso e aplicação desses materiais no campo do laboratório de ensino e aprendizagem em Artes Visuais da UDESC.​

Imagens acervo Estúdio de Pintura Apotheke, bolsista de IC ano 2024, Karine Abbati. Estudos cromáticos com pigmento natural.

Imagens acervo Estúdio de Pintura Apotheke, bolsista de IC ano 2022, Caio de Lima. Estudos cromáticos com pigmento natural.

Em 2026, o projeto vem buscando se redimensionar diante do interesse pelos temas estudados, ampliando suas práticas voltadas à formação inicial e continuada no campo das Artes Visuais, especialmente no que se refere ao uso de materiais, às suas especificidades e características e à aplicação de geotintas nos contextos artístico e cultural brasileiros.​

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Registros da ação de extensão "Micropráticas de tintas artesanais com terra" ministrada por Juliano Siqueira. Fonte: Acervo Estúdio de Pintura Apotheke (2026). 

Registros da ação de extensão "Possibilidades poéticas e pedagógicas na criação de materiais de arte com pigmentos naturais para o ensino em Artes Visuais", ministrada por Mariah Oliveira, Marcelo Lima e Fabio Savicki para professores da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis. Fonte: Acervo Estúdio de Pintura Apotheke (2026). 

Registros da ação de extensão "Possibilidades poéticas e pedagógicas na criação de materiais de arte com pigmentos naturais para o ensino em Artes Visuais", ministrada por Mariah Oliveira, Marcelo Lima e Fabio Savicki para o Grupo de estudos Apotheke. Fonte: Acervo Estúdio de Pintura Apotheke (2026). 

O estúdio de pintura evidencia-se como um laboratório de ensino e aprendizagem no qual a prática artística se articula à construção do conhecimento em poética visual, conforme demonstram os exemplos da pesquisa desenvolvida no âmbito da bolsa de iniciação científica de Mariah Oliveira, sob supervisão de Marcelo Pereira (ciclo 2026–2027).​​

Registros do ensaio visual realizado por Mariah Oliveira e Fabio Savick. Fonte: Acervo Estúdio de Pintura Apotheke (2026). 

Em consonância com as ementas dos componentes curriculares, nossas pesquisas sobre o uso de paletas e esquemas cromáticos abordam a resolução de problemáticas que envolvem o artista e o professor de Artes Visuais, tendo a pesquisa como eixo investigativo. Um exemplo é a dissertação do artista e professor pesquisador Fabricio Rodrigues Garcia, intitulada “Sobre a paleta do artista e o processo de aprendizagem de cor em pintura”, que apresenta evidências empíricas e teóricas por meio de estudos de caso, nos quais a arte como experiência é ancorada na continuidade e na interação.

 

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Registros da coleta de dados para a dissertação do fabricio Garcia. Fonte: Acervo do Fabricio Garcia (2026). 

Por meio do Edital Procult/UDESC 2025 e da dissertação intitulada “Aprender com Johannes Itten: criação de desafios para um ensino da cor crítico e reflexivo” de Fabio Savicki, tem sido possível solicitar a criação de patentes de pesquisa relacionadas ao desenvolvimento de ferramentas, instrumentos e materiais educativos voltados ao ensino e à aprendizagem, com base em comprovação científica.

Exemplos de uso do Círculo Cromático Modular, como material pedagógico em diversas ações:

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Círculo cromático finalizado, apresentando diferentes composições destacando os cards e possíveis montagens compositivas, 2022. Fonte: Dissertação de Fabio Savicki.

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